Domingos da Guia
Posição: Zagueiro

Camisa: -

Origem: Rio de Janeiro

Nascimento: 19/11/1912

Principais Equipes:
Bangu (1929 a 1932), Nacional-URU (1932/33), Vasco de Gama (1933/34), Boca Juniors (1934/35), Flamengo (1936 a 1943), Corinthians (1943 a 1947), Bangu (1947/48)

Principais Títulos:
Campeão da Liga Uruguaia (Nacional/ 1933), Campeão Carioca (Vasco/ 1934), Campeão Argentino (Boca/ 1935), 3 vezes campeão Carioca (Flamengo/ 1939-42-43), Campeão da Copa Rocca (Brasil/ 1945).

Outros Prêmios:
História

O futebol que envolve uma família. Esta é a história dos Antunes, que tiveram três irmãos jogadores (Antunes, Edu e Zico) e filhos seguindo o caminho da bola, seja como jogador (Thiago, filho de Zico) ou como treinador (Dudu, filho de Edu). E esta é a história dos Da Guia, uma família do início do século passado. Domingos Antonio da Guia nasceu em 19 de novembro de 1912, no Rio de Janeiro, e teve três irmãos jogadores de futebol, ainda que não tivessem obtido destaque no esporte. A herança de um dos maiores zagueiros de todos os tempos, no entanto, foi passada ao filho, Ademir da Guia, igualmente genial como o pai.

Domingos da Guia começou sua carreira jogando no Bangu e estreou como profissional precocemente, aos 17 anos, num jogo em que o time da zona oeste venceu o Flamengo por 3 x 1.

Numa operação rara para os moldes do futebol brasileiro, Da Guia se transferiu ainda jovem para o Nacional do Uruguai, onde sagrou-se campeão em 1933 e ganhou o apelido de “Divino Mestre” com apenas 20 anos de idade.

A volta ao Brasil aconteceu em 1934 para defender o Vasco da Gama e foi Campeão Carioca. Uma temporada depois ele seguiu para o exterior novamente, agora para a Argentina. E mais uma vez chegou para ser campeão, agora pelo Boca Juniors.

No dia 16 de agosto de 1936, Domingos da Guia começou a escrever sua história no Flamengo, no empate em 2 x 2 com o Fluminense. Pode-se dizer que os melhores momentos da carreira do zagueiro foram vividos no Rubro-Negro. Jogando ao lado de craques como Leônidas de Silva num grande time no final da década de 40, foi três vezes Campeão Carioca (1939, 42 e 43) .

Permaneceu oito ano no Flamengo, tempo suficiente para fazer parte do time dos sonhos de todos os tempos no clube.

Pela seleção brasileira, Da Guia chegou a condição de titular aos 19 anos e disputou o Mundial de 38, na Itália. Teve carreira curta com a Amarelinha em função da II Guerra Mundial, que interrompeu a Copa entre 38 e 1950.

Depois de jogar pelo Flamengo, ainda passou quatro anos no Corinthians e encerrou sua carreira aos 36 anos no Bangu, clube que o revelou para o futebol. A exceção do Bangu, Domingos da Guia foi campeão em todas as equipes por onde atuou, feito histórico.

Da Guia morreu em maio de 2000 com um derrame cerebral. Infelizmente não há imagens que registrem o talento daquele que foi apontado o melhor zagueiro brasileiro da história, mas quem o viu jogar e relatou deixa evidente que qualquer adjetivo é pouco para o futebol de Domingos da Guia.

Curiosidades

* Seu estilo no desarme a na saída de jogo era calmo, tranqüilo e eficiente. Por ser único no jeito de sair para o ataque, sua jogada ficou conhecida como DOMINGADA.

* Um dos mestres do cinema de suspense emprestou seu nome a um apelido de Da Guia. Além de Divino Mestre, ele era conhecido como “Hitchcock”.

* No Toque de Letra do ZNR você confere o comentário do Galinho a respeito do livro que conta a biografia de Domingos da Guia.

* Disputou 223 jogos pelo Flamengo e 30 com a camisa da Seleção.

* O cronista Mario Filho comparou Da Guia ao maior escritor brasileiro de todos os tempos: "De certa forma Domingos foi o Machado de Assis do futebol... Inglês por fora, brasileiro por dentro. Sobretudo carioca”.

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