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HISTÓRIA
O QUE É

O principal torneio do continente asiático. É assim que
podemos resumir rapidamente o que é a Copa da Ásia. Para
aqueles que ainda trazem na memória os resultados da recente
Eurocopa, podemos dizer que se trata do equivalente oriental
ao torneio de seleções realizado no Velho Continente. A
competição é uma das maiores do planeta, tendo mais de 40
países envolvidos.
Tudo começou há exatamente 50 anos. É, porque a primeira Copa
da Ásia foi disputada em 1956, em Hong Kong, mas a
consolidação do futebol na região ocorreu dois anos antes com
a criação da federação continental. Numa reunião realizada em
Manila, nas Filipinas, com a participação de 12 associações
nacionais pioneiras (Afeganistão, Myanmar, China, Hong Kong,
Paquistão, Índia, Indonésia, Japão, Coréia do Sul, Filipinas,
Cingapura e Vietnam), foram fundadas as bases da Confederação
Asiática de Futebol (AFC).
O primeiro presidente da principal entidade do futebol
asiático foi Man Kam-loh, de Hong Kong, país que acabou sendo
a primeira sede do torneio dois anos depois. A primeira fase
da competição, uma espécie de fase qualificação disputada com
o sistema de jogos em casa e fora, entre março e setembro,
teve a participação de Camboja, Malásia, Coréia do Sul, Taiwan
e Vietnam, divididos em grupos. Vietnamitas e coreanos levaram
a melhor e seguiram para Hong Kong.
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PRIMEIRO
CAMPEÃO

Na fase decisiva da Copa da Ásia 1956, as duas
seleções se juntaram à seleção anfitriã e Israel. Todos
jogaram entre si. Depois de placares apertados, o título ficou
com os coreanos, com duas vitórias e um empate.
Quatro anos depois a campeão conquistou o direito de sediar a
competição. Já qualificada para as finais, ficou de fora
olhando a briga, que dessa vez contou com os estreantes
Paquistão, Filipinas, Índia e Cingapura. É, mas os finalistas
foram os mesmos e o campeão também. Dessa vez com três
vitórias convincentes e duas goleadas, os coreanos ficaram com
o bicampeonato.
O privilégio de receber a Copa da Ásia de 1964 ficou com
Israel, que não decepcionou a torcida e levantou a taça
derrotando a Coréia do Sul por 2 a 1 num emocionante embate
que tirou as chances de haver um tricampeão no continente. A
surpresa foi a segunda colocação da Índia.
Em 1968, as finais do torneio foram no Irã. Esta Copa marca a
entrada do Japão, além de Tailândia, na etapa de qualificação.
Doze anos depois da primeira edição, a fase de classificação
contava com recorde de participantes: 14. Irã e Israel
entraram direto na chave final. E os iranianos surpreenderam
vencendo todos os quatro jogos e conquistando o título. Outra
surpresa foi Burma, que depois mudou de nome passando a se
chamar Birmânia e hoje é conhecida com República de Myanmar,
que terminou na segunda colocação.
De quatro para cinco, de cinco para seis finalistas. O
crescimento da fase final obrigou a organização a modificar o
regulamento, tanto na fase de classificação quanto nas finais
da Copa da Ásia de 1972, disputada na Tailândia. No grande
clássico regional das duas décadas anteriores, os iranianos
não tomaram conhecimento e venceram os coreanos na final por 2
a 1.
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IRÃ É TRI

Mais uma vez jogando em casa, em 1976, a situação ficou ainda
mais fácil para os iranianos. Atropelando Iraque, Iêmen e
Kuwait, o Irã chegou ao título sagrando-se o primeiro
tricampeão consecutivo da história da Copa da Ásia. O
estreante Japão não passou da primeira fase.
Em 1980 os vice-campeões sediaram a Copa. Mais do que isso,
acabaram ficando com o título. O Kuwait venceu a chave com
Malásia, Emirados Árabes e Catar, e precisou passar por Irã e
Coréia do Sul para ficar com o título inédito.
Seria o fim da hegemonia de Irã e Coréia do Sul? Talvez sim. O
fato é que em 1984, em Cingapura, a final não teve nenhuma das
seleções que já haviam conquistado o título. A emocionante
final reuniu Arábia Saudita e China. Os árabes levaram a
melhor e venceram por 2 a 0.
A Copa da Ásia de 1988, com 20 participantes na fase
classificatória, pousou na capital do Catar, Doha. E a Arábia
Saudita deixou claro que não estava brincando quando venceu
quatro anos antes. Derrotou a Coréia do Sul na final, nos
pênaltis, por 4 a 3, após empate em 0 a 0 no tempo normal, e
foi bicampeã.
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BI NIPÔNICO

Foi
em 1992 que o Japão abandonou o posto de mero coadjuvante na
principal competição do continente. Na condição de sede, não
precisou passar pela etapa de classificação. Em compensação
entrou numa chave com Irã, Coréia do Norte e Emirados Árabes.
Curiosamente, se classificou para a semifinal com dois empates
e apenas uma vitória, exatamente contra o Irã (1 a 0). E
embalou. Passou por China (3 a 2) e conquistou o título dia 8
de novembro, vencendo a Arábia Saudita por 1 a 0, gol marcado
por Takagi.
Em 1996, nos Emirados Árabes, tudo indicava que um novo
bicampeão surgiria na Ásia. Mas o Japão tropeçou contra o
Kuwait (2 a 0) e abriu caminho para que a Arábia Saudita
levantasse a taça pela terceira vez. Mais uma vitória nos
pênaltis, agora contra os anfitriões.
O segundo título do Japão ficou guardado para 2000, quando o
Líbano foi a sede das finais. Os japoneses fizeram a fila:
Arábia Saudita (4 a 1), Uzbequistão (8 a 1) e Iraque (4 a 1).
Antes da final, passaram pela China (3 a 2). E comemoraram em
Beirute depois de mais uma vitória por 1 a 0 contra a Arábia
Saudita, gol de Shigeyoshi Mochizuki. A decisão foi disputada
dia 29 de outubro.
E
agora, será o Japão vence mais uma vez? Façam suas apostas.
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