Copa da Ásia - 2004

 




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HISTÓRIA

O QUE É

O principal torneio do continente asiático. É assim que podemos resumir rapidamente o que é a Copa da Ásia. Para aqueles que ainda trazem na memória os resultados da recente Eurocopa, podemos dizer que se trata do equivalente oriental ao torneio de seleções realizado no Velho Continente. A competição é uma das maiores do planeta, tendo mais de 40 países envolvidos.

Tudo começou há exatamente 50 anos. É, porque a primeira Copa da Ásia foi disputada em 1956, em Hong Kong, mas a consolidação do futebol na região ocorreu dois anos antes com a criação da federação continental. Numa reunião realizada em Manila, nas Filipinas, com a participação de 12 associações nacionais pioneiras (Afeganistão, Myanmar, China, Hong Kong, Paquistão, Índia, Indonésia, Japão, Coréia do Sul, Filipinas, Cingapura e Vietnam), foram fundadas as bases da Confederação Asiática de Futebol (AFC).

O primeiro presidente da principal entidade do futebol asiático foi Man Kam-loh, de Hong Kong, país que acabou sendo a primeira sede do torneio dois anos depois. A primeira fase da competição, uma espécie de fase qualificação disputada com o sistema de jogos em casa e fora, entre março e setembro, teve a participação de Camboja, Malásia, Coréia do Sul, Taiwan e Vietnam, divididos em grupos. Vietnamitas e coreanos levaram a melhor e seguiram para Hong Kong.

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PRIMEIRO CAMPEÃO

Na fase decisiva da Copa da Ásia 1956, as duas seleções se juntaram à seleção anfitriã e Israel. Todos jogaram entre si. Depois de placares apertados, o título ficou com os coreanos, com duas vitórias e um empate.

Quatro anos depois a campeão conquistou o direito de sediar a competição. Já qualificada para as finais, ficou de fora olhando a briga, que dessa vez contou com os estreantes Paquistão, Filipinas, Índia e Cingapura. É, mas os finalistas foram os mesmos e o campeão também. Dessa vez com três vitórias convincentes e duas goleadas, os coreanos ficaram com o bicampeonato.

O privilégio de receber a Copa da Ásia de 1964 ficou com Israel, que não decepcionou a torcida e levantou a taça derrotando a Coréia do Sul por 2 a 1 num emocionante embate que tirou as chances de haver um tricampeão no continente. A surpresa foi a segunda colocação da Índia.

Em 1968, as finais do torneio foram no Irã. Esta Copa marca a entrada do Japão, além de Tailândia, na etapa de qualificação. Doze anos depois da primeira edição, a fase de classificação contava com recorde de participantes: 14. Irã e Israel entraram direto na chave final. E os iranianos surpreenderam vencendo todos os quatro jogos e conquistando o título. Outra surpresa foi Burma, que depois mudou de nome passando a se chamar Birmânia e hoje é conhecida com República de Myanmar, que terminou na segunda colocação.

De quatro para cinco, de cinco para seis finalistas. O crescimento da fase final obrigou a organização a modificar o regulamento, tanto na fase de classificação quanto nas finais da Copa da Ásia de 1972, disputada na Tailândia. No grande clássico regional das duas décadas anteriores, os iranianos não tomaram conhecimento e venceram os coreanos na final por 2 a 1.

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IRÃ É TRI

Mais uma vez jogando em casa, em 1976, a situação ficou ainda mais fácil para os iranianos. Atropelando Iraque, Iêmen e Kuwait, o Irã chegou ao título sagrando-se o primeiro tricampeão consecutivo da história da Copa da Ásia. O estreante Japão não passou da primeira fase.

Em 1980 os vice-campeões sediaram a Copa. Mais do que isso, acabaram ficando com o título. O Kuwait venceu a chave com Malásia, Emirados Árabes e Catar, e precisou passar por Irã e Coréia do Sul para ficar com o título inédito.

Seria o fim da hegemonia de Irã e Coréia do Sul? Talvez sim. O fato é que em 1984, em Cingapura, a final não teve nenhuma das seleções que já haviam conquistado o título. A emocionante final reuniu Arábia Saudita e China. Os árabes levaram a melhor e venceram por 2 a 0.

A Copa da Ásia de 1988, com 20 participantes na fase classificatória, pousou na capital do Catar, Doha. E a Arábia Saudita deixou claro que não estava brincando quando venceu quatro anos antes. Derrotou a Coréia do Sul na final, nos pênaltis, por 4 a 3, após empate em 0 a 0 no tempo normal, e foi bicampeã.

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BI NIPÔNICO

Foi em 1992 que o Japão abandonou o posto de mero coadjuvante na principal competição do continente. Na condição de sede, não precisou passar pela etapa de classificação. Em compensação entrou numa chave com Irã, Coréia do Norte e Emirados Árabes. Curiosamente, se classificou para a semifinal com dois empates e apenas uma vitória, exatamente contra o Irã (1 a 0). E embalou. Passou por China (3 a 2) e conquistou o título dia 8 de novembro, vencendo a Arábia Saudita por 1 a 0, gol marcado por Takagi.

Em 1996, nos Emirados Árabes, tudo indicava que um novo bicampeão surgiria na Ásia. Mas o Japão tropeçou contra o Kuwait (2 a 0) e abriu caminho para que a Arábia Saudita levantasse a taça pela terceira vez. Mais uma vitória nos pênaltis, agora contra os anfitriões.

O segundo título do Japão ficou guardado para 2000, quando o Líbano foi a sede das finais. Os japoneses fizeram a fila: Arábia Saudita (4 a 1), Uzbequistão (8 a 1) e Iraque (4 a 1). Antes da final, passaram pela China (3 a 2). E comemoraram em Beirute depois de mais uma vitória por 1 a 0 contra a Arábia Saudita, gol de Shigeyoshi Mochizuki. A decisão foi disputada dia 29 de outubro.

E agora, será o Japão vence mais uma vez? Façam suas apostas.

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