Brasil Bicampeão!

Golear a Argentina na final de um campeonato. Para um bom brasileiro, o que mais se precisa no futebol para ser feliz? Nada. E foi exatamente o que aconteceu na edição 2005 da Copa das Confederações, torneio entre os campeões continentais que foi disputado na Alemanha, sede da próxima Copa do Mundo.

O Brasil chegou ao bicampeonato ao vencer a Argentina por 4 x 1, depois de passar pela anfitriã na semifinal. Mas por muito pouco o time comandado por Parreira não ficou na primeira fase do torneio. Com uma atuação de gala, a Seleção do Japão empatou por 2 x 2 no terceiro jogo do grupo que tinha ainda México e Grécia. Se o árbitro validasse o gol legítimo de Kaji nos primeiro minutos, a história do torneio poderia ter sido outra.

Mas é inegável a qualidade técnica do esquadrão canarinho, embalado por Ronaldinho Gaúcho e com atuações impecáveis de Adriano. Parreira se deu ao luxo de deixar Ronaldo, que pediu para descansar, de fora da seleção. Apesar do erro contra os japoneses, uma vitória justa da seleção pentacampeã do Mundo.

E tudo começou na Arábia

A edição de abertura, que recebeu o nome Copa do Rei Fahd, teve apenas quatro equipes e a Argentina de Canigia, Batistuta e Cia. sagrou-se campeã em Riad. Três anos depois, novamente a Arábia recebeu a competição, ainda com o mesmo nome. Mas o número de participantes aumentou para seis, contemplando os principais continentes boleiros: Nas Américas, Argentina e México; a Nigéria pela África e o Japão pela Ásia. Coube á Dinamarca representar a Europa.

Com o aumento no número de participantes, o formato do torneio mudou e os times foram divididos em dois grupos. No primeiro, a Dinamarca de Laudrup saiu vencedora, já os argentinos terminaram em primeiro no segundo. Na final, embalados por Laudrup e Rasmussen, os dinamarqueses venceram e evitaram o bi dos sul-americanos.

Ainda sem periodicidade definida, a terceira edição do torneio, em 1997, marca a entrada da Fifa na organização do evento. A sede árabe de Riad foi mantida, mas o número de participantes pulou para oito, abrindo espaço para o único continente que ainda não tinha sido representado: a Oceania. Os australianos foram os convidados.

Nesse ano, o Brasil disputou o torneio pela primeira vez e chegou logo mostrando as credenciais. Deu show, embalado pelo jogo moleque de Denílson, destaque da competição, e conquistou o título após uma goleada de 6 a 0 na Austrália.

Dois anos depois a já formalizada Copa das Confederações com os campeões continentais viajou da Arábia para a América do Norte, precisamente para o México. E cerca de 110 mil pessoas acompanharam os anfitriões derrotando o Brasil numa final dramática, impedindo novamente que houvesse um bicampeão.

Com nome e periodicidade definida - dois em dois anos - a quinta Copa das Confederações em 2001 serviu como aquecimento para a primeira Copa do Mundo na Ásia, no ano seguinte. Não por acaso, as sedes foram as mesmas: Japão e Coréia. A semifinal foi uma repetição da decisão da Copa do Mundo anterior. E mais uma vez os franceses levaram a melhor sobre os brasileiros. Na final, a França derrotou o Japão e levantou a taça pela primeira vez.

Na Copa das Confederações disputada em 2003, na França, finalmente saiu o primeiro bicampeão. Os donos da casa sofreram bastante, só venceram Camarões na final com Gol de Ouro. Mas fizeram a festa. Esta edição marcou a lamentável morte do camaronês Marc Vivien Foe durante a semifinal contra a Colômbia.
 

 
 

Copyright © 2004, Zico Participações.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo do Web Site Oficial do Zico para fins comerciais.